quinta-feira, 14 de junho de 2012

Baile de Outono

Vamos à Estônia? O filme acompanha uma série de personagens que podem ser encontrados em qualquer lugar do mundo. Pessoas que, como nos filmes de Bergman procuram seu Deus e só encontram silêncio. E que quando têm oportunidade de dar um pouco mais de si ao outro, preferem o afastamento. Um mundo em que os poucos que tentam um gesto de carinho ou compaixão são rechaçados. Um mundo de gente limitada e medíocre, que poderia estar em qualquer lugar, vive na Estônia de ‘Baile de Outono’. O diretor Veiko Õunpuu, no entanto, faz seu filme descer macio como os conhaques que encharcam os personagens, cuja única busca é a felicidade, a qual não sabemos onde mora.

Título Original: Sügisball
Ano de Lançamento: 2007
Direção: Veiko Õunpuu
País de Produção: Estônia
Idioma: Estoniano
Duração: 118 min.
Formato: AVI
Tamanho do Arquivo: 753 MB
Legenda: PT/BR (Separada)

Um comentário:

Sobre a Ponte disse...

Anônimo
14 de junho de 2014 às 06:53
Fico muito grato por poder encontrar filmes do Veiko Õunpuu na internet. Belo trabalho, espero que logo consigam o recente Free Range!

Anônimo
16 de junho de 2014 às 14:50
Obrigado, Gustavo. Quando Free Range pintar na área estará aqui.
Abraço.

Anônimo
7 de fevereiro de 2018 às 20:29
“Eu era como a grama que não seria jamais arrancada”. Fernando Pessoa. Uma espécie de soco, de facada e de riso. O cinza predomina na paisagem e nas pessoas. Tudo é frio, gélido, distante, glacial. Lembrou-se pela temática e pelo modo de apresentá-la o cinema de Roy Andersson. Aqui há tbm um profundo silêncio q pode ser pensado ora como espaço para a reflexão, ora como o vazio. Os personagens vagam, andam, tentam o encontro, o salto ( no abismo) e dão de cara com o nada, com a solidão, com a falta, com a ausência. Deus certamente não veio por estar muito ocupado ou por não existir mesmo. Assim, todos apenas buscam a seu modo torto e desesperado a felicidade. Q por certo tbm não existe completamente. O tom é pessimista, triste e ao q tudo indica não há mesmo esperança nem para nós e nem para eles.

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